Tudo naquele lugar parecia incitar ao que nos aguardava, olhos nos olhos nos movimentávamos quase que em câmera lenta, brincavamos inconscientemente de espelho, nossos movimentos cautelosos se repetiam e se confundiam. Suavemente comecei a passar meus dedos por seu rosto tendo como destino sua boca, e ela fazia o mesmo, redesenhávamos os traços de nossos rostos, como cegos a descobrir a face alheia, eu podia sentir as penugens de seu rosto acariciando meus dedos e simultaneamente encontramos nossos lábios... Que delicia estar naqueles lábios, meus dedos naquele instante eram as partes de meu corpo mais felizes a festejar em sua língua e saliva, enquanto isso eu a chupava os dedos, em minha mente eram mamilos, e eu sugava sem pudor e restrições, olhos nos olhos, como Chico cantara, mas as intenções eram outras a contrariar a canção. Nos aproximamos e dançamos suavemente, sem a pressa do mundo, sem pirotecnia, só vontade. O desejo nos consumia, isso era notável em nossos movimentos pélvicos, seria fácil nos entregarmos de imediato, porem nosso desafio era aumentar a libido a um ponto insuportável. Dançamos a passear as mãos sutilmente por nossos corpos a sentir nossa pele arder, a respiração ofegava em agonia, nos mordemos, nos lambemos, nos apertamos... Os beijos eram leves a provocar a loucura que já nos dominava... Fizemos de nossos corpos instrumentos a torturar um ao outro, eu podia sentir seu suor, seu cheio, gosto, tudo. Estávamos a atingir o nirvana sexual, atados pelo objetivo de explorar ao máximo nosso prazer... Eramos caricias leves.
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